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merda no sapato: Junho 2005

segunda-feira, junho 20, 2005

Tiago Monteiro é terceiro em Indianapolis

O Piloto português, Tiago Monteiro, conseguiu terça-feira a incrível proeza de terminar o Grande Prémio de Indianapolis nos Estados Unidos, no terceiro lugar, acedendo pela primeira vez na história do automobilismo português ao pódio da Fórmula 1, ou como também é vulgarmente chamada: "Prova de teste dos motores da Ferrari, onde não investiram este ano, de forma a dar mais competitividade e interesse à prova que dominam à coisa de imenso tempo, para não deitar mais abaixo ainda uma modalidade que entrou em total decadência."
O magnânime feito de Monteiro, comparável só a aquela vez em que Pinto da Costa vencera as eleições para a presidência do Futebol clube do Porto, numa altura em que era candidato único, faz lembrar as boas prestações que obtinha na Fórmula 3000, ou onde quer que ele competia anteriormente. Motivo de orgulho para milhares de portugueses, foi inclusivamente elogiado por Jorge Soares, que o considera um dos principais baluartes do desporto nacional.
No entanto a prova foi marcada por um terrível incidente, motivado pelo despiste de Ralf Schumacher na prova de qualificação.
A Michellin, temendo que os seus pneus pudessem falhar novamente, pediu a todas as marcas que patrocina para que não competissem, originando um espéctaculo que Michael Schumacher e Rubens Barrichelo catalogaram de "triste". Tendo na conferência de imprensa que seguira a competição manifestado, com rostos cerrados, pesar por tal medíocridade se ter dado num desporto que não raras vezes oferece enormes espectáculos, pontuados pela emoção e pela incerteza, de qual será o discurso de vitória de Alonso. A prova contara somente com seis pilotos de três equipas, sendo que um deles era indiano, um país onde as bicicletas são um verdadeiro luxo.
Não será pois de espantar perante estes factos que a Ferrari tenha decidido participar na prova, a qual venceram com muito pesar e resignação. Recorde-se ainda que esta foi a primeira vitória de Michael Schumacher, o sucessor ainda vivo de Ayrton Senna.