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merda no sapato: Julho 2006

segunda-feira, julho 31, 2006

Carta dissimulada a Deus

Às vezes ponho a admirar-me a obra divina, a criação de Deus e fico estupidificado com o seu poder, com o poder da vida - esse milagre infinitamente incompreensível. Ontem à noite fui jantar a casa da minha avô. Ela é muito magra, magríssima mesmo, quase surreal. Chama-se Olívia e não consigo de deixar de a associar à Olívia Palito. É estranho, essencialmente porque o meu falecido avô, esforçado trabalhador, também me parecia o Popeye - o marinheiro. Ora, isto põe-me a perguntar para mim mesmo: Se a minha avó é a Olívia Palito e o meu avô o Popeye - Quem é que raio é que eu sou?
Ontem fui jantar a casa da minha avô, já vos disse, ela é boa pessoa mas um bocado old-fashioned. Para além de viver numa aldeia minúscula no meio do campo, tem a casa cheia de animais estranhos, entre os quais galinhas, coelhos e os garnizos, e é exactamente nestas alturas, quando os vejo, que me ponho a pensar em Deus e na sua criação. Diz na Bíblia que Deus, omnipotente ser, criara primeiro os céus e as trevas e que depois os separara. Ora, a minha opinião é exactamente o contrário, não que os separara primeiro e que depois os criara, mas que primeiro inventara o Vinho verde, e depois de ver que aquilo era bom, é que lá decidiu criar o resto, desta feita - a Terra, as estrelas e os animais, consecutivamente. Só isso poderia explicar animais como as galinhas, os coelhos e os garnizos. Vocês já alguma vez atentaram um destes bichos - eles passam todo o seu tempo olhando assustados em sua volta, e o único motivo da sua própria existência é comerem, procriarem e serem comidos. A minha opinião é que isto é verdadeiramente estúpido. Existem aí muitos animais para além de nós que até têm a sua graça, são bonitos, meigos e relativamente inteligentes. Tudo bem que existam cães e gatos - mas agora galinhas? Por amor de Deus! É por isso que digo que Ele primeiro inventara o vinho verde. Parece que já O estou a ver, Ele e a Sua varinha mágica, daquelas da TEFAL criando as cenas. - "MINÄ JUMALA LUON IHMINEN", e apareciam as galinhas - "Foda-se, não era bem isto que eu queria fazer!", e lá tentava outra vez - "MINÄ JUMALA LUON IHMINEN" , e lá apareciam os coelhos - "Foda-se, não era bem isto que eu queria fazer!" - "MINÄ JUMALA LUON IHMINEN" e inventava os Jogos sem fronteiras. "Foda-se, não era bem isto que eu queria fazer!".
Depois de 666 tentativas lá conseguia criar o Homem - "Ehe Consegui!" - no entanto, tão bêbado que estava que acabara por não se aperceber que havia criado a besta.
Eu cá acho que Deus não devia dar tanto no bagaço e no vinho verde... nem ser tão estúpido. Mas está-se bem, se não fosse ele eu nunca tinha tido sexo com aquelas gémeas siamesas.
Para quem não sabe, a expressão "MINÄ JUMALA LUON IHMINEN" significa "Eu senhor Deus criar espécie!". É uma frase finlandesa. Pois, agora devem estar a estranhar - Mas Deus é finlandês?
Sim! Finlandês! Eu Stephane, mestre do pensamento, tenho plena autoridade para confirmar desde já que O Magnânime Ser, o Infinito e Belo, é de nacionalidade Finlandesa. Pensem comigo - Como poderia viver Deus no céu, se não fosse nórdico? Só uma pessoa tão alta era capaz de estar no céu e na Terra, e por conseguinte em todo lado ao mesmo tempo.
Deus queira é que não seja nenhum familiar dos Lordi