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merda no sapato: Setembro 2005

quinta-feira, setembro 15, 2005

Voltei

Já acabaram as férias, já acabaram os exames, e juntamente com eles a minha paciência. Ultimamente não tenho escrito nada mas prometo que dentro de em breve voltarei a fazê-lo com mais frequência.
Após volvidos dois anos de escrita aqui no Merda, acho por bem mudar um pouco a toada do blog. Vou passar a escrever num tom mais pessoal.
Comecei com guiões de sketches, depois com artigos jornalísticos, depois voltei aos sketches, este ano apetece-me fazer qualquer coisa diferente, talvez isso funcione como estímulo. Vai ser algo do género "Sitted on the chair in front of the computer comedy", só que sem a parte do comedy. Serei até capaz de voltar a recorrer esporádicamente aos sketches e aos artigos, mas nada de regular, creio. Ainda tenho a esperança que o "Inimigo Público" repare em mim.
Como poderei recomeçar? Podia fazer um resumo das minhas férias, mas isso acabaria por ser fazer uma retrospectiva na minha vida, o que tenho a todo custo evitar fazer. O que interessa agora é o momento, o momento em que estou.
Ás vezes damos por nós a relembrar o passado, a pensar e a re-pensar o passado, como que se quisessemos voltar atrás. Infelizmente não inventaram ainda a máquina do tempo. Há alturas em que parece que vivemos mais intensamente o passado que o próprio presente, como é o meu caso. Esquecemo-nos que temos um futuro e um presente para viver. Pois é, e a situação no meu caso alcançou um nível absolutamente rídiculo. Dou por mim relembrando o passado e as únicas coisas de que me consigo recordar, sou eu com uma cara pensativa a tentar lembrar-me no passado.
É. Já sei o que devem estar a pensar: Sou um gajo realmente estranho. É verdade. Nunca fui propriamente normal. Também se ser normal significar ser como a maior parte das pessoas, podem apostar que não sou normal, e nem o quero.
Por falar em passado e em normal. Estava aqui a lembrar-me de quando era miúdo, toda a gente, ou melhor todos os rapazes nos meus saudosos anos da primária queriam ser jogadores de futebol. Mas todos mesmo! Menos eu. Quando era rapazola queria ser cantor, idoletrava o Michael Jackson e sonhava um dia ser como ele. Lembro-me, o tipo fazia a alegria da criançada, o que eu não sabia era que a criançada fazia as alegrias dele.
Bem, por sorte fiquei rouco e não quis ser cantor. No secundário era engraçado e imaginava-me no lugar do Herman José. Mas lá está, o que eu não sabia era que as crianças faziam as alegrias dele. Depois pensei em ser qulaquer coisa como DJ, realizador de cinema ou actor. Os meus colegas rapazes, bem, os meus colegas rapazes queriam ser... advinhem? Pois. Os meus colegas rapazes queriam ser: jogadores de futebol. O tempo passou e mais tarde entrei para a faculdade, depois de olhar para as minhas notas achei que o que tinha realmente jeito era para escrever. Enganei-me.
Os meus colegas rapazes não deram jogadores de futebol, provavelmente a maior parte deles nem a apanha-bolas se safaria. Não digo que se deram mal, simplesmente nunca mais ouvi falar neles.
Hoje em dia, como devem saber estou a estudar para ser jornalista. No meu curso, os meus colegas rapazes, querem ser... advinhem? Jornalistas... de futebol.
Pensando bem e olhando o dinheiro todo que o Cristiano Ronaldo ganha, estou um pouco arrependido de não ter ido para jogador de futebol.
Mas também se tivesse optado pela carreira no futebol não tinha conhecido a minha namorada.
Porque é que eu não fui para jogador de futebol??!!!
A minha namorada diz que tenho a pila pequena. Não me importo. Diz que compenso com o facto de conseguir manter uma erecção duas horas seguidas, a partir do momento em que ela esteja junto a mim e completamente nua.
Confesso que nunca me fez confusão isto de ter uma pila pequena, sempre soube que a tinha em pequenas proporções e até aprecio quando ela é sincera comigo. Amo-a muito, mesmo muito, mais que a própria vida. Ultimamente a nossa relação tem sido sobretudo sexual, mas a cumplicidade entre nós é cada vez maior. Estava até a pensar apresentá-la aos meus pais, mas não sei. Tenho um pouco de receio, tenho medo que me envergonhem e me deixem ficar mal, eles são uns indíviduos particulares... particularmente excêntricos, muito ao estilo família Adams. A primeira impressão é sempre a mais importante, não quero estragar a minha relação com a namorada por causa de umas saídas infelizes dos meus velhos.
A minha namorada é a minha mão direita, esta semana que vou estar na casa deles, o melhor mesmo é continuar com a mão dentro dos bolsos.